Uma “grande derrota”, uma “hecatombe”, um resultado que impede a PàF de formar Governo, a menos que haja uma “entorse” dos resultados por parte de Cavaco Silva. Foi assim que Francisco Lopes reagiu às projeções que apontam para uma vitória da coligação entre PSD e CDS. 

A reação do membro da Comissão Política e do Secretariado do Comité Central do PCP registou-se aos microfones do palanque montado no Centro de Trabalho Vitória, em Lisboa, uma hora depois das televisões colocaram a CDU atrás do Bloco de Esquerda nas sondagens à boca das urnas. Um tema que parece não incomodar demasiado a coligação PCP/PEV.   

“Essa nunca foi questão para nós. Aliás, já se colocou isso, como sabem, em 2009. E, portanto, essa não é uma questão. A questão essencial que colocamos é esta: grande derrota do PSD/CDS, que nenhuma afirmação pode desmentir, e confirmação da força da CDU”, disse Francisco Lopes.  


O ex-candidato presidencial salientou ainda que os resultados desta noite indicam que a coligação PSD/CDS sofreu uma “derrota”, pelo menos pelos padrões que a CDU havia delineado durante a campanha.  

“Perde a sua grande expressão eleitoral, perde a maioria absoluta e perde a possibilidade de formar Governo, a menos que haja da parte do Presidente da República uma entorse relativamente aos resultados eleitorais”, defendeu.


Salientando que em 2011 PSD e CDS tiveram maioria absoluta com “mais de 50 por cento dos votos”, Francisco Lopes apontou que agora “as melhores expectativas apontam" para um resultado "à volta de 40 por cento”. 

“Ora, isto é uma hecatombe eleitoral e que se expressa do ponto de vista institucional. Como é que vão formar Governo? Só poderão formar Governo se alguma força que tenha esta na oposição favoreça a criação desse  Governo”, disse.