"Não pode haver compromissos com esta direita extremista que já nem sequer representa larguíssimos setores da direita tradicional portuguesa. Foram eles que se excluíram e que estão fora dos avanços que se estão a verificar na Europa. Mas também é preciso termos um discurso claro para muitos portugueses que, desiludidos, frustrados, quantas vezes desesperados, tendem a ir no canto de sereia das propostas deliberantes da extrema-esquerda”, disse.

“É preciso dizer-lhes que não é virando as costas à Europa que vamos conseguir mudar a Europa", declarou o "número um" da lista do PS nas últimas eleições europeias.


"Temos de fazer um apelo para muitas pessoas ainda hesitantes, que tendem a votar em outros partidos, muitas vezes à nossa esquerda. Na noite eleitoral [das legislativas], o país vai saber se se inicia ou não um novo ciclo na vida política portuguesa", disse, traçando assim um cenário de bipolarização.

Para Francisco Assis, a fronteira é “muito clara”: “Se Pedro Passos Coelho permanecer como primeiro-ministro, estamos condenados a viver o velho ciclo daqueles que agora apresentam com o ‘slogan' Portugal para a frente, quando não fizeram mais do que trazer Portugal para trás; mas se o novo primeiro-ministro for António Costa, um novo ciclo vai abrir-se", advogou.


"Mas todos sabemos que teremos um Governo com ideias, com rigor e que teremos um primeiro-ministro à altura das exigências", sustentou, já depois de ter vincado a necessidade de "Portugal ser representado por António Costa no Conselho Europeu".