O cabeça de lista do PS às europeias disse esta terça-feira que não sabe se o histórico socialista Mário Soares terá uma presença física na campanha, mas realçou que é uma personalidade que «está sempre» com o PS nas campanhas.

«Gostaria de ver sempre Mário Soares muito próximo de nós. Não sei é se neste momento, por qualquer razão, ele está disponível para participar na campanha eleitoral», disse Francisco Assis, em São João da Madeira, quando questionado pelos jornalistas sobre uma eventual presença do antigo Presidente da República na campanha às europeias.

«Não sei se foi convidado ou não, não sou eu que dirijo esses convites. Não sei se vai participar ou não», disse Assis, que admitiu que gosta «sempre» de ver Soares o mais próximo possível da ação política socialista.

Para o candidato ao Parlamento Europeu «não é possível fazer uma campanha sobre Europa sem ter sempre presente a figura» de Mário Soares.

«Não sei se ele vai ter alguma participação na campanha ou não vai ter em termos de presença física, mas provavelmente ele foi o socialista mais presente ao longo desta campanha eleitoral", assinalou, realçando a postura de Soares e o seu papel na integração portuguesa no espaço europeu.

"Não há uma semana ou um dia em que não faça referencia ao dr. Mário Soares. Se há alguém a opção europeia em Portugal, esse alguém é o dr. Mário Soares. E para isso ele não precisa de estar fisicamente na campanha eleitoral do PS, o dr. Mário Soares está sempre connosco nas nossas campanhas eleitorais, e também está nesta. É provavelmente a pessoa que mais referi na campanha eleitoral», frisou ainda Francisco Assis.

Presidente da Comissão tem de sair do partido vencedor

O cabeça de lista socialista às europeias advertiu que as consequências serão nefastas para as instituições europeias caso o Conselho Europeu não respeite a designação do partido vencedor para o cargo de presidente da Comissão.

Francisco Assis falava depois de confrontado com declarações da chanceler germânica, Angela Merkel, dizendo que já está a preparar a próxima Comissão Europeia.

O ex-líder parlamentar do PS desligou desse processo de Angela Merkel os sociais-democratas alemães, que são a parte minoritária do executivo de Berlim, e depois vincou: «Os vários partidos europeus têm uma responsabilidade enorme no sentido de cumprirem a promessa de o próximo presidente da Comissão Europeia sairá da família política que receber mais votos no próximo domingo».

Caso isso não aconteça, segundo Assis, «significará um retrocesso no projeto europeu, a frustração de uma expetativa que os próprios partidos europeus criaram, o que teria consequências muito danosas na imagem das instituições europeias».

«Estou convencido que esse compromisso vai prevalecer. Da parte dos socialistas e dos democratas o compromisso mantém-se», acrescentou.