O cabeça de lista socialistas às eleições europeias, Francisco Assis, lançou uma advertência sobre a «demagogia» dos «cantos de sereia» do PCP, considerando que extrema-esquerda e direita, por vezes, são mais parecidas do que se julga.

Francisco Assis falava perante centenas de jovens, na Alfandega do Porto, numa iniciativa dedicada ao «Dia da Europa», em que também participou o secretário-geral do PS, António José Seguro.

«Temos de travar um combate com o PCP no plano nacional, sobretudo junto do mais jovens. Não nos deixemos levar pelo canto da sereia do PCP, que tem uma proposta muito simples para a Europa: Sair do euro», disse.

Para Assis, se Portugal saísse do euro, «seria uma tragédia para a próxima geração de portugueses, porque isso significava um aumento extraordinário da dívida pública, uma capacidade de endividamento junto dos mercados brutalmente enfraquecida e uma capacidade negocial muito diminuída, com o nível de vida a baixar de forma trágica».

«Esta é a mais pura das demagogias», sustentou o cabeça de lista do PS, antes de referir que, em alguns aspetos, a direita e a extrema-esquerda «às vezes são mais parecidas do que aquilo que parecem».

«Só temos um caminho a seguir, que é demonstrar que há uma solução dentro da Europa e dentro do euro que seja de esquerda, valorizando o crescimento, o desenvolvimento e a solidariedade», acrescentou.

O cabeça de lista do PS ainda acusou a direita de estar «assustada» porque «percebe o seu grau de isolamento» em Portugal.

PSD e CDS-PP, alertou Assis, vão utilizar «todas as estratégias e todas as artimanhas para uma vez mais enganar os portugueses» na campanha eleitoral que arranca oficialmente a partir de segunda-feira. «Não nos podemos deixar enganar», afirmou.

«Ou muito me engano ou hoje começou aqui a mudança política em Portugal», acrescentou ainda Francisco Assis, para quem a presença no comício de centenas de jovens é o «melhor alento para a campanha que se vai iniciar» para o Parlamento Europeu.

Assis diz que é importante «mostrar que é possível uma outra Europa e um outro Portugal» e reiterou o desígnio do PS de conciliar matérias de gestão das finanças públicas com uma preocupação especial pelo crescimento emprego.