A comissão dos sindicatos e associados das forças de segurança afirmou esta quarta-feira ter encontrado «total abertura» por parte do PSD para encontrar «soluções» para as reivindicações dos polícias, tendo os sociais-democratas qualificado de «razoáveis» as pretensões.

«Foi uma reunião positiva e o PSD demonstrou total abertura para encontrar com as organizações sindicais soluções», disse à Lusa Paulo Rodrigues, da comissão, referindo que o vice-presidente do PSD Marco António Costa qualificou de «preocupantes e razoáveis» as questões dos polícias.

Segundo Paulo Rodrigues, o dirigente social-democrata considerou que são matérias que «o Governo tem condições de resolver», faltando «criar as condições específicas para se poder encontrar a tal solução».

Representantes da comissão permanente dos sindicatos e associados dos profissionais das forças e serviços de segurança estiveram hoje reunidos mais de duas horas com o vice-presidente do PSD Marco António Costa, na sede do partido, em Lisboa, num encontro que decorreu a pedido das organizações das forças de segurança.

Um novo encontro ficou marcado para janeiro «para aprofundar as questões» e «olhar para as soluções que o PSD vai sugerir ao Governo», anunciou Paulo Rodrigues.

A questão da manifestação de polícias que, recentemente, invadiu as escadarias da Assembleia da República, foi, segundo Paulo Rodrigues, abordada de forma «muito superficial».

«Nenhuma organização sindical que faz parte da comissão coordenadora concorda com aquela situação, seria uma irresponsabilidade, mas aquela situação é consequência de um mal-estar que tem existido nas forças policiais e que se arrasta há alguns anos», declarou.

Paulo Rodrigues contou que a comissão levou à reunião com o PSD uma «grande preocupação em como as polícias vão funcionar em 2014» com os cortes previstos no Orçamento do Estado para 2014.

Os representantes das forças de segurança levantaram também «questões que se perdem com criação de estatutos, alteração de estatutos, ou o reconhecimento da especificidade da função policial, e a decisão definitiva da opção de ter políticas de cariz civil e de cariz militar».

«Há um conjunto de situações que se prendem não só com questões sócio profissionais, mas também com questões que têm a ver com a própria orgânica das instituições policiais», declarou, considerando que essas matérias precisam de ser solucionadas porque «criam alguma instabilidade e condicionam aquele que é o normal funcionamento das instituições e a segurança do país».

A comissão pediu reuniões a todos os partidos políticos.

Nenhum dirigente do PSD prestou declarações aos jornalistas sobre a reunião.