O PS qualificou hoje de «tardia» mas «inevitável» a demissão do secretário de Estado do Tesouro mas argumentou que não pode fazer esquecer outras «questões», reiterando que o primeiro-ministro tem que se «pronunciar» sobre a confiança na «equipa das Finanças».

«Para o Partido Socialista esta é uma decisão tardia, mas inevitável. O Governo tentou salvar o secretário de Estado até à última hora, mas foi obrigado a ceder, e ficou também demonstrado que esta nomeação nunca devia ter acontecido», afirmou à Lusa o secretário nacional João Ribeiro.

O dirigente socialista defendeu que «este é apenas um episódio de um triste espetáculo ao longo de todo este processo e que continua a haver outras questões em cima da mesa que não podem ser esquecidas com esta demissão».

«O que o PS quer é que o primeiro-ministro se pronuncie sobre o processo e sobre se tem ou não confiança na sua equipa das Finanças, a começar pela sua principal titular, a ministra das Finanças», insistiu.

Segundo o PS, «este episódio é mais um sinal que este Governo está a prazo, é um Governo em permanente crise, é um Governo, aliás, em degradação», prejudicando «a imagem de Portugal no exterior».

«Com a remodelação que se anuncia serão seis remodelações num só ano. Queremos também sublinhar que o processo não começou ontem mas também não acaba hoje, este processo já provocou a queda de três secretários de Estado e relembro também que cinco pessoas colocaram em causa a versão da ministra das Finanças no Parlamento sobre todo este processo e, apesar disso, a doutora Maria Luís Albuquerque foi promovida a ministra», afirmou.

João Ribeiro reiterou que «o primeiro-ministro tem que se pronunciar» e «esclarecer os portugueses sobre se mantém ou não mantém a sua confiança na equipa das Finanças».

O secretário de Estado do Tesouro, Joaquim Pais Jorge, apresentou hoje a demissão do cargo, na sequência da polémica que envolve o caso swap, de acordo com um comunicado do ministério das Finanças, depois de ter tomado posse a 02 de julho.