O coordenador do Bloco de Esquerda, João Semedo, afirmou hoje que a demissão do secretário de Estado do Tesouro, Joaquim Pais Jorge, não dispensa a demissão da ministra Maria Luís Albuquerque, por ter sido quem o nomeou.

«A demissão do secretário de Estado não dispensa a demissão da ministra, na medida em que foi ela quem o nomeou e, em segundo lugar, a própria ministra está envolvida numa série de trapalhadas e mentiras que exigem a sua demissão», disse à Lusa João Semedo.

Momentos antes do anúncio de que Joaquim Pais Jorge se havia demitido, o coordenador do Bloco de Esquerda já tinha dito, em Faro, que ¿todos os dias o Governo se envolve em mais uma trapalhada e a sucessão de trapalhadas justifica-se para proteger a sua ministra das Finanças, que mentiu ao Parlamento, que mentiu ao país¿.

João Semedo realçou que «se o Governo julgava que punha uma pedra em cima do assunto com a demissão do secretário de Estado do Tesouro é exatamente ao contrário», ou seja, «dá ainda mais visibilidade à necessidade» de demissão da ministra Maria Luís Albuquerque.

O secretário de Estado do Tesouro, Joaquim Pais Jorge, apresentou hoje a demissão do cargo, na sequência da polémica que envolve o caso swap, de acordo com um comunicado do ministério das Finanças.

Pais Jorge tomou posse a 02 de julho.

Numa declaração de uma página, enviada pelo Ministério das Finanças, Joaquim Pais Jorge adianta que aceitou o convite para o cargo «com muito orgulho», já que «a situação que o país atravessa é dificílima», considerando por isso ser «uma enorme honra em poder ajudar» um país que estava sob assistência financeira.