O CDS-PP expressou «respeito» pelo resultado das eleições na Grécia, que deram a vitória ao partido Syriza, e sublinhou que a situação de Portugal tem um contexto diferente, sem a presença da troika no país.

Num comunicado assinado pelo porta-voz do partido, Filipe Lobo d’Avila, o CDS ressalva que «não faz comentários institucionais sobre a política interna da Grécia, em respeito pelo princípio da soberania democrática de cada nação».

Sobre a vitória do Syriza, os centristas dizem que vão aguardar a formação do novo governo grego e as iniciativas que este vier a tomar no quadro do projeto europeu, afirmando que só nesse momento poderão «ajuizar em concreto o caminho escolhido, do ponto de vista da política europeia».

O CDS manifesta o desejo de que a Grécia, como Portugal, permaneça na União Europeia e na NATO.

No comunicado, o CDS considera ainda «muito importante sublinhar» que as situações de Portugal e da Grécia «são, felizmente, substancialmente diferentes».

Recorda que a Grécia está na quinta avaliação do segundo resgate e que Portugal fez a opção de ter um único resgate, e acrescenta que a troika está ainda na Grécia, enquanto Portugal terminou o seu contrato com os credores internacionais em maio de 2014 e também finalizou o programa de ajustamento.

«Portugal tem perspetivas de melhor crescimento económico e gradual redução do desemprego, que são bastante diferentes dos indicadores económicos e sociais da Grécia», apontam ainda os centristas, sublinhando que Portugal está «melhor protegido e ao abrigo de incertezas de outros Estados».

O partido anti-austeridade Syriza obteve uma clara vitória nas eleições gerais de hoje na Grécia com 35,9% dos votos, quando estão contados 50% dos boletins.

De acordo com estes dados, oficiais, o Syriza elege 148 deputados, menos três do que os 151 necessários para a maioria absoluta.