O líder da tendência Alternativa e Responsabilidade (AR), Filipe Anacoreta, recusou este sábado esclarecer se disputará a liderança dos centristas, defendendo que o mais importante é que o CDS-PP possa «adotar» as ideias defendidas na sua moção de estratégia.

«Levaremos sempre até às últimas consequências as nossas propostas no sentido de as propor ao partido e de ter a expectativa de que o partido as possa adotar», afirmou Filipe Anacoreta.

À chegada ao Espaço Inovação, em Oliveira do Bairro, onde decorre hoje e domingo o XXV Congresso do CDS-PP, o líder da tendência AR recusou esclarecer se levará a sua moção de estratégia global a votos e se disputará a liderança.

Filipe Anacoreta chegou praticamente em simultâneo com Luís Nobre Guedes, que o AR candidata à mesa do Conselho Nacional (embora Nobre Guedes faça depender essa candidatura de António Pires de Lima não continuar à frente daquele órgão do partido).

«Tenho tido alguns apoios no partido, dou muito valor a todos, mas há uns que tenho que reconhecer que são especiais. O doutor Luís Nobre Guedes tem uma grande história no partido e é uma pessoa que sabe ler politicamente a realidade», afirmou.

«Vejo nesse apoio do doutor Luís Nobre Guedes, que agradeço muito, o reconhecimento que a nossa linha no partido tem futuro», acrescentou.

O líder da única tendência organizada dentro do CDS-PP de oposição a Paulo Portas disse esperar do Congresso «menos dramatismo e mais profundidade», argumentando que «o país não vive de sobressaltos mediáticos», afirmando que não interessa ao seu movimento «criar grandes artificialismos».

«A nossa proposta aqui é vir confrontar o país, com a necessidade de reformas profundas, com a necessidade da reforma do Estado, reforma do sistema político, a demografia é uma questão crucial do país, na agenda dos valores o CDS tem estado menos firme», afirmou.