O líder comunista declarou hoje que o PS e o seu Governo parece "sensível" à questão da precariedade no trabalho, mas apelou à ação, quer no Parlamento, mas também no mercado de trabalho, sobretudo, por parte dos jovens.

Na 40.ª Festa do "Avante!", Seixal, Jerónimo de Sousa visitou a exposição sobre o tema dos vínculos frágeis de trabalho, no espaço central do recinto comunista e lamentou o "flagelo social" em que se tornou, atingindo "particularmente a juventude, as gerações mais novas".

Creio que está sensível (o Governo) para isso, mas é uma matéria em que não bastam as boas palavras. É preciso agir. Com a luta desses trabalhadores atingidos pela precariedade, a ação, a mobilização e intervenção política e sindical e as medidas que nós e outros preconizam, acho que é possível combater esta chaga social", disse o secretário-geral do PCP.

Questionado sobre medidas concretas a serem incluídas no próximo orçamento do Estado, Jerónimo de Sousa sugeriu alternativas, aproveitando a nova maioria de esquerda no hemiciclo de São Bento.

Eu não centrava tudo no Orçamento do Estado para 2017. Muitas das medidas que podem ser tomadas é no quadro da nova correlação de forças existente na Assembleia da República e na identificação comum em relação ao problema, mas não basta constatar, preocuparmo-nos, é preciso agir, tomar medidas, seja na sede legislativa por excelência (AR), seja pelo Governo que também assumiu este combate", afirmou.