Por: tvi24 / CP | 25- 2- 2010 13: 40
A presidente do PSD defendeu esta quinta-feira que disse uma verdade e deu uma ajuda ao Governo ao alertar que, se nada
for feito, Portugal pode chegar à situação económica da Grécia.
«Se o Governo não entendeu nesse sentido, quer dizer
que está absolutamente fora da realidade, absolutamente fora daquilo que o país necessita, e mais uma vez a não ser capaz
de pedir aos portugueses os sacrifícios que lhes vão ser impostos, porque continua a não lhes passar o que é a realidade»,
considerou Manuela Ferreira Leite.
A deputada falava no final da reunião do grupo parlamentar social-democrata, no
Parlamento.
Ferreira Leite: «Portugal está no mesmo caminho do que a Grécia»
Questionada sobre o pedido
do ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, para que se retratasse pelas declarações que fez sobre a Grécia, Ferreira
Leite respondeu: «Seria absolutamente estranho que num país onde toda a gente mente - responsáveis, e não se retratam - passasse
a ser quem diz e alerta para as verdades que tivesse de se retratar. Penso que estamos completamente com os valores e o sentido
das necessidades do país absolutamente invertidos.»
«Aquilo que eu disse sobre a Grécia foi uma verdade, que era
que nós estaríamos num caminho semelhante que, se não fosse travado, se não fosse alterado, chegaríamos exactamente ao mesmo
ponto», declarou.
De acordo com a ex-ministra das Finanças, as suas palavras não terão efeitos negativos internacionalmente
para Portugal: «Isso seria se eu dissesse que nós estamos exactamente na posição da Grécia e não foi isso que eu disse.
Aquilo que eu disse foi que, se nada se fizesse, então com certeza que iríamos no mesmo sentido.»
«E aquilo que eu
disse, do meu ponto de vista, foi uma ajuda ao Governo, que é pena que o Governo não o entenda. Dei-lhes a abertura para eles
perceberem que nós compreendemos que há um conjunto de medidas extremamente penosas para cidadãos, culpa das políticas erradas
que este Governo tem seguido, mas que nós solidariamente nos absteremos para permitir que o país entre noutra rota. Portanto,
foi uma ajuda que eu dei ao Governo», acrescentou.
A presidente do PSD considerou que «o ponto mais grave é o Governo
não estar consciente daquilo que vai ter de fazer e depois, de repente, os cidadãos vêem-se perante factos concretos, de que
não estão à espera, para os quais não estão preparados, e isso é que é bastante grave».
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