Por: Redacção / HB | 9- 1- 2009 21: 36
A presidente do PSD considerou esta sexta-feira que o primeiro-ministro «revela uma falta de confiança muito grande» ao
recusar debater com ela e sugeriu que a ajuda do Governo às empresas é «só até às eleições», noticia a Lusa.
Entrevistada esta noite no Jornal Nacional da TVI, Manuela Ferreira Leite declarou-se surpreendida com a recusa de José Sócrates
em travar um debate com ela sobre política económica.
«Devo dizer que me surpreende bastante a posição do engenheiro
Sócrates», disse a presidente do PSD.
«Apresentando-se ele como o dono e o autor de todas as medidas, considerando
que não existem outras, que aquelas é que são as boas, revela uma falta de confiança muito grande quando não quer debater,
como lhe compete, com a oposição os temas que neste momento preocupam os portugueses», considerou.
Manuela Ferreira
Leite referiu-se às medidas do Governo de resposta à crise internacional defendendo que «é profundamente errado tudo o que
se está a fazer, com repercussões graves no futuro».
«Há um ponto que eu considero muitíssimo preocupante, que
é a questão da discricionariedade que há na ajuda às empresas», criticou a presidente do PSD, questionando «quais são os critérios
que levam a que esta empresa seja ajudada e a outra não seja».
«Suspeita»
A presidente do PSD
perguntou se as empresas que recebem apoios «são aquelas que chegam em primeiro lugar ao pedido» ou «são aquelas com as quais
se simpatiza», sustentando que «isso cria uma dúvida e uma suspeita que não é possível em democracia haver».
«Ainda lanço outra suspeita: como este tipo de ajuda que o engenheiro Sócrates está a proporcionar às empresas não é ajuda
que dure muito tempo, eu lanço a dúvida se essa ajuda não é só até às eleições», acrescentou.
Manuela Ferreira
Leite alegou que, pelo contrário, as medidas que o PSD propõe «são eficazes, têm consequências no futuro e não são discricionárias
- é igual para todos, isso é fundamental».
«Pagar a dívida às empresas»
«A primeira coisa que
eu faria, e que já propusemos no Orçamento, era pagar a dívida às empresas», apontou, destacando também a proposta do PSD
de redução da Taxa Social Única como incentivo à manutenção do emprego por parte das empresas.
«Se existe folga
orçamental - tenho algumas dúvidas - então deve ser para baixar impostos não para fazer mais despesa, porque senão passa a
crise e nós estamos pior do que estávamos anteriormente», reiterou, manifestando-se contra as linhas de crédito anunciadas
pelo Governo que, na sua opinião, dificilmente terão efeitos práticos e caso se concretizem vão deixar as empresas ainda mais
endividadas.
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