“Obtivemos hoje em Lisboa uma grande vitória", começou por dizer Fernando Medina, na reação aos resultados destas eleições autárquicas. O atual presidente da câmara de Lisboa e candidato pelo PS venceu estas eleições autárquicas com 42,02% dos votos, o equivalente a oito vereadores. Medina celebra a vitória, mas durante a madrugada perdeu a maioria absoluta, depois de o CDS-PP de Assunção Cristas surgir como segunda força política na capital, com 20,57% dos votos, elegendo quatro vereadores. Também o Bloco de Esquerda conseguiu eleger um vereador.

Medina sublinhava, ainda assim, que esta era a quarta vez consecutiva que o PS vencia em Lisboa e, desta feita, com mais juntas de freguesia, com um total de 22 das 24, só perdendo Belém e Avenidas Novas para os centristas.

Teremos a maioria na Assembleia Municipal e é também certo que teremos ganho a câmara municipal de Lisboa pela quarta vez consecutiva", disse ao início da noite.

Uma vitória que atribuiu à "relação de confiança" que disse existir entre a autarquia e a cidade e que dá força à sua equipa para continuar com o atual projeto político. 

Estes resultados significam duas coisas: ganhámos força para continuar o nosso projeto político, ganhámos força e energia para aplicar um programa que dinamiza a economia, que aposta na redução do desemprego, na criação de mais oportunidades para todos, na projeção de Lisboa como capital global, ao mesmo tempo que investimos na inclusão social. Os resultados que temos dão-nos força para continuar e é com isto que os lisboetas podem contar: a atitude de sempre, uma atitude de coragem."

O socialista repetiu as promessas que fizeram a sua campanha: "melhorar o transporte público" da cidade, cumprir "o programa de habitação acessível para jovens e classes médias", "construir os 14 centros de saúde e melhorar a rede de cuidados primários da saúde" da capital.

"Mas estes resultados não mudam a nossa natureza política. A nossa natureza firma-se na convicção de que uma cidade é feita da diversidade. A governação da cidade é feita do reconhecimento das diversidades, da procura do equilíbrio, do diálogo, dos pontos de união. Foi por essa razão que sempre negamos fazer da campanha eleitoral uma campanha de crispação, uma campanha de casos, de radicalismo e de ofensas", continuou.

E aproveitou a presença de António Costa na sala para deixar um recado:

Quero aproveitar a presença do secretário-geral, que é em simultâneo primeiro-ministro, para lhe dizer que porventura terá saudades das negociações do Orçamento quando lhe apresentarmos a nossa proposta de descentralização de competências. Sim, porque nós aqui em Lisboa não temos medo da descentralização de competências, nós queremos a descentralização de competências porque nós podemos gerir melhor que a administração central."