“O Presidente da República não tem nenhuma outra alternativa senão a indigitação de António Costa como primeiro-ministro. Apesar das notícias que têm surgido e, no fundo, as múltiplas interpretações que vão havendo sobre o real sentido da voz e da palavra do Presidente, eu acho que ele só pode ter uma, que é a indigitação de António costa”, afirmou.

 “Quer por razões institucionais, quer por razões políticas, mas também por razões económicas, o Presidente, não gostando da solução, não estando convencido com a solução, acabará por tomar a única solução que ele verdadeiramente tem que é indigitar António Costa”, reiterou.


 “E por isso é normal que o Presidente ouça, é normal que o Presidente discuta, é até perfeitamente normal que o Presidente discorde e tente alicerçar e engrossar, no fundo, a sua discordância com a solução que o Parlamento lhe propõe, mas acho que no final não terá outra solução”, defendeu Fernando Medina.

“Até porque eu creio que o Presidente não desejará de forma alguma ter responsabilidades sobre o que seriam as consequências muito graves para o país de ir à outra alternativa que era um Governo de gestão”, acrescentou.