O presidente da Câmara de Lisboa afirmou hoje que a crise não se ultrapassa com resignação e rendição, dando o exemplo do Dia da Restauração da Independência, mesmo que já não seja feriado nacional.

Falando em Lisboa, na cerimónia oficial da comemoração do Dia da Restauração da Independência, António Costa recordou que os portugueses têm que fazer da «resistência, da decisão e da tenacidade o meio para ultrapassar os obstáculos e vencer o que parecia invencível».

Pela primeira vez, hoje o dia da Restauração da Independência não é feriado nacional, mas o presidente da câmara de Lisboa garantiu que a cidade irá manter as comemorações, porque é preciso «um sentimento patriótico» que leve «a reencontrar a Pátria como casa comum».

No entender de António Costa, o 1º de Dezembro de 1640 mostrou que, em política, «nada é inelutável ou inevitável. Que os caminhos únicos levam a becos sem saída. Que há sempre alternativas e soluções diferentes».

«A sociedade não se torna coesa cultivando a divisão. A economia não se reanima enfraquecendo-se. A pobreza não se combate aumentando-a», declarou.

No espaço europeu, o autarca referiu ainda que Portugal, «como qualquer outro país, não pode aceitar ser menos do que os outros países».

Como em 2014 a efeméride acontecerá num dia útil, António Costa revelou que pretende transformar o centro da cidade «numa grande sala de aula coletiva, espaço de História ao vivo, recriando 374 anos depois, nos diversos locais onde a História se fez, os acontecimentos que conduziram à libertação de Portugal».

«O facto de ser dia de aulas, permitirá fazer desta data uma evocação ainda mais viva e participada, que ocupará todo o coração da cidade, mobilizando os milhares de alunos das nossas escolas», disse.