O Presidente da República condecorou nesta quarta-feira seis personalidades por se destacarem na promoção da internacionalização da economia, sublinhando que este é o tempo de «mandar um sinal» sobre o papel das empresas, que serão o motor da criação do emprego.

«Quando nós entramos agora no chamado período pós-troika, importa sublinhar o papel que cabe às empresas portuguesas, são elas que investem, são elas que exportam, são elas que inovam, são elas que conquistam novos mercados, são elas que estabelecem parcerias com as universidades e também parcerias com outras empresas estrangeiras», afirmou Cavaco Silva.

Este, acrescentou, «é o tempo apropriado para mandar um sinal para a economia em relação ao papel que cabe às empresas» e aos que as dirigem e procuram assegurar «o sucesso das empresas que serão sem dúvida nenhuma nas próximas décadas o motor da economia portuguesa, o motor da criação do emprego em Portugal».

«Quando são cada vez mais fortes os indicadores de que a economia portuguesa está a recuperar e a tentar reencontrar uma trajetória de aproximação aos níveis de desenvolvimento da União Europeia, importa sublinhar o papel das empresas e daqueles que as dirigem e o papel daquelas instituições que estão de alguma forma ligadas à promoção do nosso comércio externo», enfatizou.

O Presidente da República falava na cerimónia em que condecorou seis personalidades por se destacarem na internacionalização da economia portuguesa: Faria de Oliveira, Pedro Reis, António Mexia, Alexandre Relvas, Filipe de Botton e Lídia Sequeira.

O engenheiro Fernando Faria de Oliveira, presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), que no ano passado deixou a presidência do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD), antigo dirigente nacional do PSD e antigo ministro do Comércio e Indústria, foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, enquanto o gestor Pedro Reis, ex-presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), e Lídia Sequeira, licenciada em economia, que entre 2005 e 2013 foi presidente do Conselho de Administração do Porto de Sines, receberam o título de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

O presidente do Conselho de Administração da EDP, António Mexia, licenciado em economia, antigo ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito Empresarial - Classe do Mérito Industrial.

A mesma condecoração foi atribuída aos gestores Alexandre Relvas e Filipe de Botton, diretores executivos da empresa produtora de embalagens Logoplaste. Alexandre Relvas exerceu funções políticas como dirigente nacional do PSD, presidente do Instituto Francisco Sá Carneiro, secretário de Estado do Turismo e diretor da campanha de Cavaco Silva às presidenciais de 2006.

Na cerimónia de condecoração estiveram presentes o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, o ministro da Economia, Pires de Lima, a ex-ministra das Finanças e Chanceler do Conselho das Ordens Nacionais, Manuela Ferreira Leite, e o novo presidente do AICEP, Miguel Frasquilho, entre outros convidados.