O Partido Socialista assume que está a enfrentar uma "situação financeira complexa", mas rejeita que tenha entrado na falência. Na sequência da notícia do Jornal de Notícias que dá conta das dificuldades que o partido está a enfrentar, tendo na manchete utilizado precisamente essa classificação, o partido liderado por António Costa emitiu um comunicado explicando o que está em causa.

"Procurando encontrar notícias onde as não há, veio um diário inserir, na sua edição de hoje, uma manchete acusando o PS de se encontrar em falência e de pedir dinheiro aos seus dirigentes", atira. 

O PS recusa ambas as acusações. Quanto aos pedidos de dinheiro, lembra que "um partido vive da solidariedade e do trabalho generoso dos seus militantes, pois mais não é que expressão desse coletivo".

Mal seria que o PS não contasse, como conta e sempre contou, com o apoio dos seus dirigentes e militantes, tanto para o trabalho político como para os aspetos das despesas operacionais correntes".

Segundo o Jornal de Notícias, há dirigentes a pagar do seu bolso despesas correntes como a água e luz, com o partido a quer encarar esses pagamentos como contribuições ou donativos, não devolvendo o dinheiro.

O PS diz que não é assim, mas admite as dificuldades por que está a passar (recorde-se que, em 2015, teve um passivo de 21 milhões de euros). Apesar de tudo, afirma, o partido está a conseguir dar a volta.

Importa começar por esclarecer que há uma enorme diferença entre uma situação financeira complexa e uma falência; o PS está a honrar, em plenitude, os seus compromissos financeiros e iniciou mesmo, no ano corrente, um processo de amortização de dívida negociado com as instituições de crédito que permitirá uma redução sustentada do seu endividamento".

O mesmo comunicado assegura que foi transferida a receita das quotas recebidas para as federações distritais e é a elas "a quem cabe depois gerir essas verbas conjuntamente com as estruturas locais". O PS atesta "toda a normalidade" neste processo. 

O Jornal de Notícias indica, na sua edição desta sexta-feira, que os casos mais gravosos serão as distritais de Coimbra, Setúbal e Porto, nomeadamente as concelhias de Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Tábua e Oliveira do Hospital. E, em Leiria, Pedrógão Grande será outro dos casos.