O CDS-PP voltou hoje a destacar os «evidentes sinais de progresso» ao nível das contas públicas e o crescimento das exportações, mas a oposição acusou a maioria de «inventar milagres» e apresentar «números de estatística acrobática».

«A realidade é que hoje o país está melhor do que se previa», afirmou o deputado do CDS-PP Hélder Amaral, numa declaração política no plenário da Assembleia da República centrada no tema das exportações.

Embora admitindo que o crescimento das exportações em 2013 foi inferior ao verificado no ano anterior, Hélder Amaral sublinhou que no ano passado registaram-se exportações de mais de 47 milhões de euros, mais dois milhões do que em 2012, correspondendo a um crescimento superior a 4,5 por cento, segundo o Instituto Nacional de Estatística.

Além disso, continuou, apesar das importações também terem crescido, Portugal conseguiu encerrar o ano com uma taxa de cobertura das suas exportações de 83,6 por cento, ou seja, «o melhor registo desde 1977».

«Isto só pode ser uma boa notícia», exclamou.

Antecipando críticas, o deputado do CDS-PP dirigiu-se ainda àqueles que «negam a realidade, optando por dizer que as estatísticas oficiais, nacionais e internacionais não correspondem à verdade».

«Sentam-se à esquerda deste hemiciclo e são os mesmos que davam credibilidade aos dados que negam agora», sublinhou.

Na resposta à intervenção da bancada democrata-cristã, a oposição juntou-se nas críticas à maioria PSD/CDS-PP, com a deputada do BE Mariana Mortágua a acusar o executivo de «inventar milagres», agora que «tem eleições à porta».

«O milagre do equilíbrio da balança comercial conseguiu-se por causa da quebra brutal das importações», disse a deputada do BE, assinalando o facto do crescimento das exportações verificado em 2013 ter sido o mais pequeno desde o início da crise.

Rejeitando «a conversa de embalar» do Governo, o deputado do PCP Bruno Dias lamentou o «número de estatística acrobática» apresentado pelo CDS-PP, frisando que «não há golpe de ilusionismo estatístico» que possa «esconder a maior exportação» que o executivo promoveu: a exportação de portugueses.