O líder da bancada parlamentar do PSD, Luís Montenegro, afirmou que os dados hoje divulgados comprovam que a situação financeira orçamental portuguesa está "absolutamente controlada".

"Mais uma vez se comprova que com o desenrolar do ano e de todos os indicadores de recuperação económica do país, cada vez mais os portugueses recebem estes dados da execução orçamental com muita tranquilidade porque a situação financeira e orçamental de Portugal está absolutamente controlada dentro dos parâmetros que estavam previstos no Orçamento do Estado", afirmou o dirigente social-democrata numa conferência de imprensa no parlamento.


O Estado arrecadou mais de 20,9 mil milhões de euros em impostos nos primeiros sete meses do ano, um crescimento homólogo de 4,9%, desempenho que se deveu sobretudo à receita dos impostos indiretos, que cresceu 6,5%.

De acordo com a síntese de execução orçamental divulgada hoje pela DGO - Direção-geral do Orçamento, até julho entraram nos cofres do Estado 20.874 milhões de euros em receitas fiscais (+4,9%), dos quais 11.523,2 milhões são relativos a impostos indiretos (+6,5%) e 9.350,8 dizem respeito a impostos diretos (2,9%).

"Creio que é um dado muito relevante podermos comprovar que do lado da receita o comportamento tem sido muito positivo, quer do lado das pessoas singulares, quer do lado das empresas", referiu o parlamentar.


Luís Montenegro sublinhou também que estes resultados tornam possível devolver aos portugueses "cerca de 25% da sobretaxa extraordinária em sede de IRS".

O parlamentar referiu ainda que será possível "cumprir mais uma vez as metas" propostas "no final do ano, e pela primeira vez desde o 25 de Abril [de 1974] atingir um défice inferior a 3%".

 Já a vice-presidente da bancada parlamentar do CDS Cecília Meireles destacou após a divulgação dos dados referentes à execução orçamental, que a "despesa está controlada e está até a descer".

"Em relação à evolução da despesa, aquilo que conseguimos ver este mês é também bastante positivo, a despesa está controlada e está até a descer", afirmou a dirigente centrista, referindo "uma descida da despesa total de cerca de 0,8 e da despesa sem juros, da despesa primária, de 1%. Isto significa que é possível termos fases de crescimento económico, de consolidação orçamental e de controlo da despesa".


A deputada criticou também aqueles que defendem que "a única maneira do país crescer, de criar mais postos de trabalho é através da despesa pública", apontando os dados hoje divulgados como “um bom exemplo da realidade a contrariar essas teorias".