O secretário-geral do PS, António José Seguro, fez hoje a defesa do setor produtivo nacional e do plano de reindustrialização apresentado pelo seu partido no sábado, durante uma visita à lota do porto da Figueira da Foz.

Acompanhado pelo presidente da Câmara da Figueira da Foz, Ataíde das Neves, António José Seguro chegou à lota do Cabedelo às 10:00 horas em ponto, 25 minutos antes do cabeça de lista socialista, Francisco Assis.

Assis disse aos jornalistas que tinha chegado à hora que lhe foi marcada pela organização da comitiva, enquanto Seguro procurou retirar qualquer significado ao facto de ter começado a ação de campanha sem ter ao seu lado o «número um» do PS ao Parlamento Europeu.

«Estamos todos juntos a fazer campanha e há muitos candidatos do PS pelo país inteiro a fazer campanha. É como na SIC, que tem muitos jornalistas», afirmou o secretário-geral do PS, respondendo a uma pergunta de um repórter do canal de Carnaxide.

Numa das primeiras conversas com trabalhadores da lota, um homem disse-lhe que estava ali como solução de recurso, depois de ter saído de uma fábrica de celulose da região.

«O PS tem um programa de reindustrialização do país denominado 4.0. Esse nosso programa abrange todos os setores de atividade. Queremos criar mais oportunidades de trabalho», disse, por sua vez, o líder do PS.

António José Seguro foi também confrontado com queixas de peixeiras e de pescadores, ou pela falta de poder de compra dos cidadãos, ou pela estratégia de preços seguida pelas grandes superfícies comerciais.

«Sei do que me está a falar. Sei que isso acontece na agricultura e na pesca», respondeu o secretário-geral socialista ao pescador que lhe levantara o problema das grandes superfícies comerciais.

Na questão da quebra de poder de compra, Seguro desenvolveu mais o tema, reiterando então a sua tese de que «os cortes de salários e de pensões prejudicam a economia».

Mas, em alguns dos seus diálogos com populares, António José Seguro introduziu uma nota de prudência: «Sei que há um grande desencanto com a política e, por isso, só prometo aquilo que tenho a certeza de poder fazer».

Com Assis mais reservado nos contactos com pescadores e peixeiras e com a "número dois" da lista socialista, Maria João Rodrigues, também presente na ação de campanha, o secretário-geral do PS salientou aos jornalistas o seu gosto pelas iniciativas de rua.

«Sem contacto direto com as pessoas, sem contacto com os problemas reais dos cidadãos, a política não faz sentido», sustentou António José Seguro.