O cabeça-de-lista da coligação PSD/CDS-PP às europeias, Paulo Rangel, considerou, esta quinta-feira, que existe uma contradição entre António José Seguro e Francisco Assis na defesa da herança dos governos socialistas liderados por José Sócrates.

«Há aqui uma contradição, António José Seguro nunca fala da herança de Sócrates, mas Assis fala, se os portugueses acham que as políticas do PS no Governo não contribuíram para a bancarrota está tudo dito. Quem está aqui a reescrever a história, nós sabemos quem é, é realmente Francisco Assis, há aqui uma contradição, o silêncio sepulcral de António José Seguro sobre os governos de Sócrates contradiz por completo este ruído imenso que se quer fazer sobre esse balanço», afirmou Rangel.

O eurodeputado do PSD falava aos jornalistas em Dublin, durante o congresso do Partido Popular Europeu (PPE), depois de questionado sobre o discurso do cabeça-de-lista do PS, Francisco Assis, na apresentação da sua candidatura, na quarta-feira, no Porto.

Paulo Rangel, também antigo candidato à liderança do PSD e ex-líder parlamentar, acusou ainda Assis de ser «cúmplice» de uma política que levou Portugal a uma situação «de quase bancarrota».

«Para a situação de quase bancarrota a que Portugal chegou contribuiu por certo a crise internacional, mas a gestão que José Sócrates fez em 2008, em 2009, em 2010, desta situação, agravou profundamente isto, não teríamos de ter tido uma intervenção da troika, estou seguro disso», sustentou.

O social-democrata criticou o que «foi feito em 2008»: «Foi gastar mais, gastar tudo o que havia, de uma forma totalmente irresponsável. Francisco Assis era líder parlamentar quando ainda queriam fazer o novo aeroporto, o TGV, as grandes obras, as obras todas e mais alguma, eu percebo que Francisco Assis tenha necessidade de se defender porque ele é corresponsável e cúmplice dessa política.»