O cabeça de lista da Aliança Portugal afirmou esta segunda-feira que «a defesa do estado social é feita por aqueles que defendem as boas contas», acusando o PS de atacar esse regime social, ao deixar «o país na bancarrota».

«A defesa do estado social é feita por aqueles que defendem as boas contas, para que o estado social tenha nos seus cofres dinheiro para a educação, para a saúde, para a segurança social e para as restantes tarefas que cabem ao Estado», afirmou o primeiro candidato da coligação PSD/CDS-PP.

Rangel falava à saída do Hospital de Viseu, que visitou com o primeiro candidato do CDS-PP, Nuno Melo, e o número dois da lista, o social-democrata Fernando Ruas.

«Este hospital é a vários títulos um exemplo de um hospital que conseguiu, num ambiente de crise, melhorar os seus rácios e servir melhor as suas populações. Há um ponto que é evidente que é preciso deixar claro e nós queríamos com esta visita também dar esse símbolo: quem deixa o país na bancarrota faz um ataque ao estado social», declarou.

«O PS está sempre a querer dizer que é o grande defensor do estado social, mas quem deixa em 2011 os cofres totalmente vazios, e não apenas vazios mas cheios de dívidas, é que ataca o estado social», frisou.

Paulo Rangel voltou a acusar o secretário-geral do PS, António José Seguro, de estar a tentar «enganar os portugueses», confundindo deliberadamente eleições europeias como legislativas.

Também Nuno Melo insistiu neste ponto, argumentando que quem apela à concentração do voto no PS para «derrotar o Governo», está «a transformar eleições europeias em eleições legislativas, e o que apresentou é obviamente, por absurdo, um programa de Governo».

Nuno Melo desafiou António José Seguro a dizer «o que pensa da Europa além da mutualização da dívida».