O cabeça-de-lista do Partido Nacional Renovador (PNR) às eleições europeias, Humberto Nuno de Oliveira, destacou o aumento do partido relativamente ao último ato eleitoral, conseguido apesar da abstenção elevada.

«Em primeiro lugar, realçar o aumento da abstenção, que prejudica todos e deve ser contemplado. Quanto ao resultado do PNR, há uma subida de cerca de 2.000 votos relativamente às europeias anteriores, o que, tendo em conta o aumento da abstenção, não é tanto como gostaríamos, mas é um aumento, mesmo assim», afirmou Humberto Nuno de Oliveira, em declarações à agência Lusa.

Numa reação aos resultados eleitorais do sufrágio de domingo, o candidato realçou que houve «uma subida do PNR quase em todos os distritos», que fez o partido subir de um resultado de cerca de 0,30, em 2009, para 0,46 por cento, em 2014.

«Para além dos resultados nacionais, há também um conjunto de resultados interessantes dos partidos ditos de extrema-direita na Europa e, enfim, mais tarde ou mais cedo a alternativa chegará também a Portugal», disse ainda o candidato do PNR.

Para Humberto Nuno de Oliveira, o «caso da Dinamarca é significativo, o da França paradigmático», assim como o «da Hungria, com um crescimento não só do partido do governo, mas da extrema-direita, à direita do Governo, que cresce para o segundo lugar».