O presidente da Comissão Política Regional do PSD Madeira, Alberto João Jardim, apelou ao voto nas eleições europeias de domingo porque a União Europeia é mais importante para a Região que o Estado português.

«Insisto na motivação das pessoas para ir votar fazendo ver a importância que o futuro da Europa tem para todos nós, eu atreve-mo mesmo a dizer que o futuro da Europa é capaz de ser mais importante para o que possa vir a suceder na Madeira do que propriamente o futuro da República Portuguesa», opinou no final da reunião da Comissão Politica Regional do PSD-Madeira.

Alberto João Jardim recorda que «o grande salto que se deu na Madeira foi sobretudo graças aos fundos europeus».

«E foi graças à coragem do Governo da Madeira de ter feito dívida e ter sabido aproveitar uma oportunidade histórica», disse.

O PSD não se mete no «espetáculo pornográfico» na Câmara do Funchal

Alberto João Jardim comentou, ainda, a situação atual da Câmara Municipal do Funchal e afirmou que o «seu» partido se demarca do que considerou ser o «espetáculo pornográfico» em que se transformou a Câmara.

«A posição do PSD é não se meter nos sarilhos que algumas das administrações autárquicas andam a fazer (...) Não é questão que nos diga respeito estas crises camarárias, se a Câmara do Funchal é o espetáculo pornográfico que é, o problema é deles, o PSD não se mete em nada disto», disse.

A presidente da Assembleia Municipal do Funchal, Maria Luísa Clode, apresentou a sua renúncia de deputada municipal e consequentemente daquele órgão autárquico esta segunda-feira.

Em carta enviada aos seus pares no órgão autárquico, Luísa Clode explica que «face aos recentes desenvolvimentos» e «às exigências» da sua «vida pessoal e profissional», entende «não ter mais disponibilidade para continuar a exercer as funções» que lhe foram confiadas.

Maria Luísa Clode assume que sai «com consciência tranquila» e «certa de ter desenvolvido o trabalho de forma empenhada e independente» tal como foi «eleita».

A vice-presidente Filipa Jardim Fernandes e os vereadores Gil Canha e José Edgar da Silva vão formalizar a renúncia aos respetivos mandatos na reunião camarária de quinta-feira.

A presidente da Assembleia Municipal e os três vereadores foram eleitos nas eleições autárquicas de 29 de setembro pela coligação "Mudança" (PS, BE, MPT, PAN, PND e PTP) que destronou o PSD que durante quase quatro décadas governou a principal Câmara da Madeira.

Os problemas no seio do executivo camarário surgiram há mais de uma semana quando o presidente da autarquia, Paulo Cafofo, decidiu redistribuir os pelouros tirando a responsabilidade pela fiscalização municipal ao vereador Gil Canha (PND).

«A nossa posição é no sentido de não mexermos uma palha para qualquer Câmara cair», revelou, explicando que as câmaras da oposição «têm que demonstrar à população do que são capazes».

Segundo Jardim, o PSD vai aguardar e «nas regionais, o povo já terá uma visão do que são as câmaras da oposição».

«O PSD não se mete em nada disto e assiste, calmamente, as consequências do voto popular», concluiu.