O primeiro candidato do CDS-PP na coligação Aliança Portugal, Nuno Melo, disse hoje que, se as europeias servem para penalizar o Governo, que sejam os executivos socialistas, até porque não há governantes ou ex-governantes na lista PSD/CDS-PP.

«Se estas eleições são uma oportunidade para penalizar o Governo, só se for o Governo socialista, porque quem veja a nossa lista não vê lá o Governo, a começar por mim, nunca fui membro do Governo, o José Manuel Fernandes, minhoto como eu, nunca foi membro do Governo», afirmou Nuno Melo.

Num almoço com militantes numa quinta em Fafe, distrito de Braga, o número quatro da lista de coligação e primeiro candidato do CDS-PP afirmou que «a maior parte, para não dizer praticamente todos, os candidatos da Aliança Portugal nunca foram membros do Governo».

«O doutor Paulo Rangel foi secretário de Estado, mas não é em si organicamente representação do Governo de coisa nenhuma», declarou, referindo-se ao cabeça de lista.

«Se tivermos que penalizar algum governo só se for o deles, o dos socialistas, os que governaram mal, que nós não queremos que voltem. Nós não queremos uma mudança para outros tempos que já mostraram no que dão e o que dão é na ruína, é na vergonha», argumentou.

Melo apontou para a lista do PS, encontrando nos seus elementos «o friso da "troika", o infrator, o incendiário», sublinhando que os seus membros estiveram ligados aos executivos socialistas de José Sócrates ou António Guterres.

Para o centrista, «a primeira das evidências que se joga nestas eleições europeias é de que a vitória da Aliança Portugal é uma questão de justiça».

«Não me refiro à justiça de Fafe, muito embora em alguns casos dela também se pudesse falar», afirmou.

«Refiro-me à justiça eleitoral em eleições europeias, não desconhecendo eu que os socialistas, que vão a votos contra nós, querem transformar as eleições europeias numas primárias de eleições legislativas», disse.

Segundo Nuno Melo não seria justo se os socialistas vencessem as eleições depois de, afirmou, terem, «depauperando o país, gastando os recursos que Portugal não tinha», deixando «em caixa dinheiro para pagar as despesas de um dia apenas, negociando e subscrevendo um programa de duríssima austeridade e trazendo a "troika"».