O secretário-geral do PS afirmou, em Vila Real, que nas eleições europeias os portugueses vão poder escolher entre o país «pobre» do Governo e um país a caminho do crescimento sustentável, porque acredita que a mudança começa na Europa.

«Sim, a mudança começa na Europa e vai também concretizar-se em Portugal, só que a mudança não cai do céu, depende de cada portuguesa e de cada português», disse António José Seguro, que falava no encerramento da conferência «Em defesa do interior».

A 25 de maio, segundo o líder socialista, os portugueses vão ter a oportunidade de «escolherem entre dois países».

«Entre o país pobre e desigual do doutor Pedro Passos Coelho e um país a caminho de um crescimento sustentável, que dê oportunidades aos mais jovens e menos jovens, que combata as desigualdades e a pobreza, e com propostas claras para defender os nossos interesses no seio da União Europeia», sublinhou.

Seguro apelou a que os portugueses usem o «poder imenso» que é «o voto» para concretizarem essa mudança, que acredita que vai ajudar Portugal a sair da crise.

«Nós somos membros da União Europeia e há muitas das políticas que precisam de ser mudadas na União Europeia, ao mesmo tempo que precisamos que, no país, exista um Governo que se bata por elas, mas também faça aquilo que é a sua responsabilidade em Portugal», salientou.

O líder socialista pediu o contributo dos participantes na conferência para que, até ao dia das eleições, se empenhem para mobilizar as pessoas e expliquem que o voto nas eleições europeias «tem consequências também em Portugal».

«Se aqui há uns anos havia a ideia de que havia uma fronteira entre a política nacional e a europeia, hoje infelizmente sentem na pele que se nós não mudarmos a política europeia continuará a haver essa política de austeridade para além daquilo que é necessário», frisou.

António José Seguro reafirmou ainda o seu apoio ao interior do país, recordando que há muito que defende «um plano de desenvolvimento» para estas regiões e acusou o Governo de encarar este mesmo interior «como um encargo».

O líder socialista recordou que, para este território, já todos os diagnósticos estão feitos e que o principal problema que o afeta é a «falta de emprego» e aproveitou para voltar a criticar a política de encerramentos do Governo, a nível de tribunais e também de repartições de finanças.