O cabeça de lista do MPT - Partido da Terra - ao Parlamento Europeu garantiu hoje, no Porto, que no lugar de Cavaco Silva faria «bem melhor».

À chegada ao Mercado do Bolhão, no Porto, Marinho e Pinto tinha seis pessoas a espera-lo que, entre beijos, abraços e fotos, lhe pediram mudança e mais justiça, prometendo-lhe o voto no próximo domingo.

«Fazia bem em ir para o lugar de Cavaco Silva», atirou uma senhora e, ao comentário, Marinho e Pinto garantiu que faria «bem melhor».

Entre as bancas de venda do mercado, o ex-bastonário da Ordem dos Advogados foi solicitado para concorrer ao lugar de primeiro-ministro. «Só para o ano», retorquiu.

Questionado pelos jornalistas sobre essa possibilidade, Marinho e Pinto frisou não fazer projetos a «tão longo prazo», lembrando que as eleições legislativas são só para o ano.

Enquanto distribuía panfletos, o número um da lista do MPT às europeias ia ouvindo queixas sobre o estado do Mercado do Bolhão e a necessidade de obras, entre críticas ao presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira.

«Parece-me que é farinha de saco diferente», respondeu a uma vendedora de peixe.

Presenteado com uma música, Marinho e Pinto ia sendo reconhecido pelas pessoas por ir a um programa matinal de uma estação de televisão privada.

«Adoro vê-lo e ouvi-lo, tenho a certeza que vai ter boa votação», lançou um senhor que, ao longo de toda a visita, o acompanhou com gritos de apoio.

Os resultados das últimas sondagens indicam que Marinho e Pinto poderá ser eleito eurodeputado.

«As sondagens transformaram-se em Portugal e em muitos países da Europa não numa forma de dar a conhecer intenções de voto dos eleitores, mas manipular as intenções de voto», disse.

E, acrescentou, «não me influenciam em nada».

«Estou farto destes gatunos, veja lá se muda isso», pediu o filho de uma vendedora.

O cabeça de lista do MPT realçou que os portugueses estão a trabalhar para pagar o que outros roubaram e os escândalos do BPN, BCP, BPP, negócios e contratos público-privados.

«Lamentavelmente em Portugal são partidos de esquerda radical que estão a fazer o papel que a extrema-direita está a fazer na Europa», considerou.