O ministro do Emprego considerou esta quarta-feira que a diferença «de 3,5 pontos percentuais» que separam o PS da coligação PSD/CDS-PP nas eleições europeias é recuperável pelos partidos do Governo nas legislativas.

Pedro Mota Soares falava aos jornalistas à margem da assinatura do protocolo entre a Microsoft Portugal e o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), no âmbito do programa Ativar Portugal, lançado pela tecnológica e os seus parceiros.

Questionado sobre o resultado das eleições europeias, o ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social destacou o «nível de abstenção», que classificou de «muito preocupante» e que deverá levar toda a classe política a fazer uma reflexão.

Apesar da vitória do PS no sufrágio europeu, «parece-me que o resultado do Partido Socialista não é um resultado para se deitarem foguetes», isto porque «uma diferença de 3,5 pontos percentuais serão certamente uma diferença que está completamente à altura dos partidos do Governo de poderem recuperar para as próximas eleições», afirmou o ministro, que é do CDS-PP.

Em relação a um eventual enfranquecimento do CDS-PP, depois da derrota do Governo de coligação, Pedro Mota Soares escusou-se a fazer comentários.

«Conheço bem sondagens, conheço muitas em que no caso do CDS a margem de erro era superior aos votos que eram atribuídos, se há ciência em que sou bastante imune é a ciência das sondagens», sublinhou o ministro, lembrando que «há relativamente pouco tempo» houve uma sondagem «que dava ao CDS antes das eleições menos de 1%» e «o que o CDS veio a ter é muito diferente».

Em relação às eleições legislativas, o ministro apontou que estas «são daqui a um ano e meio», pelo que «há muito tempo».

Questionado sobre a crise no PS, com António Costa a manifestar-se disponível para liderar, Pedro Mota Soares afirmou: «Como é óbvio, eu não me intrometo na vida política interna dos partidos políticos em Portugal».