O BE afirma que, apesar de respeitar a decisão da CNE, não concorda e vai continuar a contestar quer o Conselho de Ministros, quer a conferência do BCE porque a troika é o centro da campanha.

CNE diz que Conselho de Ministros não viola campanha eleitoral

«Nós respeitamos a decisão da CNE mas não concordamos porque entendemos que a troika - que é aquilo que está em causa - não está nem dentro, nem fora das eleições europeias. É o centro da campanha», disse Marisa Matias questionada pelos jornalistas em Évora sobre a decisão da Comissão Nacional de Eleições, que entendeu não haver «violação dos deveres de neutralidade e imparcialidade» do Governo na realização de um Conselho de Ministros no sábado, no decorrer da campanha eleitoral.

No caso da conferência promovida pelo Banco Central Europeu (BCE), que se inicia em Sintra no dia da votação para as europeias, 25 de maio, a CNE decidiu, por maioria, «não dever intervir» por considerar que não está em causa matéria eleitoral.

Marisa Matias garante que o BE vai «continuar a contestar a realização destes eventos» porque «é o centro da campanha que aqui está».

«Eu sei que a decisão não terá sido unânime e terá dado azo a uma grande discussão. Mas é a decisão final», considerou.

Reiterando que o partido, apesar de respeitar a decisão da CNE, não concorda com ela, a eurodeputada explicou que a razão da queixa se mantém.

«É que a política da troika e a troika são o centro desta campanha eleitoral e é isso que está em causa quer no dia 17, mas muito em particular no dia 25 de maio», justificou.

Ao Bloco de Esquerda resta agora o «confronto político porque é mesmo uma afronta para os portugueses que irão votar no dia 25».

«É uma humilhação que está a ser feita ao povo português, ainda por cima com a contribuição de um outro português, com o nome de Durão Barroso», concluiu.