O cabeça de lista socialista nas eleições europeias, Francisco Assis, manifestou-se esta sexta-feira convicto de que uma mudança de maioria no Parlamento Europeu, na sequência de uma vitória do centro esquerda, induzirá depois mudanças decisivas na política portuguesa.

Francisco Assis falava aos jornalistas pouco depois de entregar no Tribunal Constitucional a lista de candidatos do PS ao Parlamento Europeu, num ato em que esteve acompanhado pelo mandatário dos socialistas, o ex-ministro e ex-comissário europeu António Vitorino.

Tendo ao seu lado o «número três» da lista, Carlos Zorrinho, Francisco Assis afirmou que a expectativa do PS nas eleições de 25 de maio «é obter um excelente resultado» e manifestou a sua convicção de que uma mudança de maioria no Parlamento Europeu «induzirá de forma decisiva mudanças no país».

«Nestas eleições europeias vamos assistir a uma discussão séria e profunda sobre as grandes questões da Europa, que no fundo não são muito distintas das grandes questões que se colocam ao país. Temos agora a oportunidade de mudar de maioria no Parlamento Europeu», apontou o cabeça de lista socialista.

Francisco Assis fez depois uma crítica ao caminho político e económico seguido pela maioria europeia de centro direita nas principais instituições europeias ao longo da última década.

«A Europa tem vindo a ser dirigida por uma maioria liberal/conservadora, que tem aplicado as suas políticas quer a nível europeu, quer a nível interno. Os resultados dessa política estão à vista e significaram uma retração económica elevada e um agravamento da situação social com o regresso de fenómenos de pobreza que se julgavam totalmente afastadas do nosso horizonte coletivo», disse.

Para Francisco Assis, as eleições europeias constituem «o momento de uma mudança».

«Essa mudança passa pela eleição de uma nova maioria no Parlamento Europeu da esquerda democrática, dos socialistas, dos sociais-democratas e dos trabalhistas. Isso, num segundo momento, levará à indicação e posterior eleição de um novo presidente da Comissão Europeia, um social-democrata alemão Martin Schulz», referiu o ex-líder parlamentar do PS.