O porta-voz do PSD, Marco António Costa, apelou hoje a uma mobilização do PSD e CDS-PP e de «todos os democratas» contra a abstenção, que qualificou de uma «doença silenciosa que mata a democracia».

«A abstenção é uma doença silenciosa que mata a democracia e nós temos que nos empenhar, todos os democratas, para chamar o máximo de portugueses a votar, e a votar naquela candidatura que tem pensamento estratégico para a Europa, que sabemos que tem os protagonistas que garantem pelo seu passado e futuro a qualidade do serviço do interesse nacional», defendeu.

Num jantar comício da Aliança Portugal, em Viseu, Marco António Costa começou por referir-se à «grande responsabilidade de todos os militantes do PSD e do CDS-PP de no dia 25 mobilizarem as pessoas que conhecem» para apoiar os candidatos da coligação.

«Tudo depende de nós, depende não só do entusiasmo que estamos a colocar nesta reta final da nossa candidatura, mas depende fundamentalmente da nossa capacidade de combater o maior adversário da democracia, que é abstenção», afirmou, já na parte final da sua intervenção.

Marco António Costa considerou que o cabeça de lista, Paulo Rangel, e o primeiro candidato do CDS-PP, Nuno Melo, «são dois ícones da qualidade do serviço no Parlamento Europeu».

«Estiveram sempre na primeira linha a defender Portugal e não apenas a denegrir Portugal, como alguns fizeram», afirmou, lembrando a proposta avançada por Rangel no lançamento da campanha oficial de atribuir às «zonas de baixa densidade territorial um estatuto equivalente às zonas ultra periféricas».

«Esta proposta que é extremamente importante não teve nenhuma referência dos nossos opositores. Os nossos opositores falam, falam mas não apresentam uma única ideia em concreto para a Europa», sublinhou. Na cidade da qual foi autarca, o «número dois» da lista, Fernando Ruas, voltou a assumir-se como um futuro eurodeputado que representará «o interior» no Parlamento Europeu.

Ruas enalteceu Viseu como «a melhor cidade para viver» porque ali «nunca os socialistas meteram a mão».

«Aliás, onde metem a mão é para estragar, aqui nunca o fizeram», disse.