A coligação Portugal à Frente (PàF) conquistou três deputados e o PS um, na contagem de votos pelos círculos da Europa e fora da Europa.

A coligação Portugal à Frente (PàF) e o PS partilham os dois deputados atribuídos pelo círculo da Europa, mas a lista conjunta PSD/CDS foi a mais votada, alcançando o melhor resultado desde 1991. Já em relação aos deputados eleitos pelo círculo fora da Europa, a coligação PàF conquistou os dois.

De acordo com os dados provisórios do Ministério da Administração Interna (MAI), a coligação obteve 43,95% dos votos e elegeu os deputados José Cesário, Carlos Gonçalves e Carlos Páscoa, enquanto o PS recolheu 20,01%, elegendo Paulo Pisco.

O partido Nós foi o terceiro mais votado, com 9,58% dos votos, tendo Mendo Henriques, responsável partidário, indicado que o Movimento vai impugnar os resultados por "diversas perturbações no processo eleitoral", nomeadamente na contagem dos votos.


Veja aqui os resultados com maior detalhe.

Assim sendo, a PAF fica com 107 deputados, a contar com os da Madeira, onde PSD e CDS-PP concorreram em separado, o PS com 86, o BE com 19, a CDU com 17 e o PAN com 1.

"É um momento histórico para a coligação. Venceu o círculo eleitoral da Europa, algo que não acontecia desde 1991", disse à Lusa Carlos Gonçalves, cabeça de lista da coligação e que foi eleito, segundo os resultados provisórios.


Segundo o representante da coligação, o resultado expressa "a imagem que os portugueses que vivem fora do país, nomeadamente na União Europeia, têm de Portugal, um país que recupera uma imagem de credibilidade".

Para Carlos Gonçalves, a votação da emigração também revela que os eleitores "acreditam em Portugal e querem que Portugal seja um país credível, estável e atrativo para os seus investimentos".

Em declarações à Lusa, Paulo Pisco, cabeça da lista do PS pelo círculo da Europa, indicou que a diferença entre os socialistas e a coligação ronda os 1.100 votos, seguindo resultados provisórios.
 

"A coligação deve ser felicitada, mas para esta situação contribuíram diversos fatores, entre eles a diminuição do número de eleitores e a existência de muitos votos nulos".


Para Paulo Pisco outro fator que terá contribuído para estes resultados foi a imagem de recuperação do país que foi projetada pela imprensa. E defendeu que o processo eleitoral relacionado com os emigrantes deve ser investigado, porque a votação foi atípica. 

A contagem dos votos dos eleitores registados nos dois círculos eleitorais da emigração, Europa e Fora da Europa, foi feita no pavilhão municipal do Casal Vistoso, em Lisboa.

No local estiveram 160 pessoas, distribuídas por 32 mesas de voto: 15 para o círculo Europa e 17 para o de Fora da Europa.

Para as eleições legislativas, ao contrário das presidenciais e europeias, o voto é feito via correspondência, sendo aceites os boletins de voto que chegarem até ao dia de hoje e que tenham o selo postal de, no máximo, 04 de outubro.

Os dois círculos da emigração atribuem quatro deputados, dois por cada círculo.

Nas legislativas de 2011, o PSD conseguiu os dois mandatos fora da Europa e um da Europa e o PS o outro mandato da Europa.