O eurodeputado centrista Nuno Melo considerou, este sábado, que «seria estranho» que estando o partido em crescendo graças a Paulo Portas o CDS-PP «optasse por mudar a liderança», rejeitando discutir coligações para as legislativas «a tanto tempo de distância».

À entrada para o XXV Congresso do CDS-PP, Nuno Melo disse ter a «certeza que o que o CDS quer é que o Dr. Paulo Portas seja reconduzido como presidente neste congresso e se recandidate».

«A direita não define os bons ou maus líderes em função do prazo, antes sim em razão do mérito e do resultado o CDS tem tido, desde as eleições regionais, um ciclo de crescimento que deve ao Dr. Paulo Portas e seria estranho que crescendo o CDS graças ao Dr. Paulo Portas optasse por mudar a liderança», disse, perante as questões dos jornalistas.

Interrogado sobre a sua disponibilidade para a sucessão de Portas, o eurodeputado disse estar «disponível para ser candidato representante do CDS ao Parlamento Europeu» e «também para apoiar o Dr. Paulo Portas a presidente do partido sempre que ele o queira», considerando que «as questões da liderança estão resolvidas».

«A mim não me faz sentido discutir coligações relativamente a eleições legislativas a tanto tempo de distância», respondeu aos jornalistas.

Na opinião de Nuno Melo, «este congresso abre o ciclo eleitoral europeu e o que é normal é que se concentre todo ele no ciclo eleitoral europeu tendo em conta que as eleições europeias acontecerão a 25 de maio e uma semana antes saberemos o que acontecerá no fim do programa de assistência».

«Eu defendo que os partidos do arco da governabilidade, como regra, devem concorrer sozinhos. No quadro de excecionalidade devem ponderar coligações», explicou.

No entanto, e de acordo com a opinião do centrista, «esse quadro de excecionalidade assenta em circunstâncias concretas» e não é possível, no início de 2014, «conhecer as circunstâncias concretas que em meados de 2015 justificarão ou não a celebração de coligações».

«Em relação às europeias, eu defendo uma coligação com o PSD», sublinhou.

Para o eurodeputado, «eleições antecipadas significariam, por ventura, aquilo que os socialistas gostariam de ter em Portugal mas tudo aquilo que Portugal não deve desejar».

O XXV Congresso do CDS-PP decorre até domingo em Oliveira do Bairro.