O vereador do PSD na Câmara de Lisboa António Prôa questionou esta quarta-feira a maioria socialista acerca dos buracos existentes na cidade, afirmando que «deviam ser uma prioridade» mas, pelo contrário, a situação «agravou-se».

Na reunião de câmara, o vereador lembrou que o executivo anunciou no período de pré-campanha um «reforço significativo nas verbas para combate aos buracos na cidade», o que fazia «antever que o problema seria resolvido».

«Infelizmente, passadas as eleições, o problema mantém-se. Diria, agravou-se», frisou António Prôa, citado pela Lusa.

Ao mesmo tempo que projetava imagens de buracos na cidade, o social-democrata disse estar consciente de que as condições meteorológicas «foram graves», mas sublinhou que «o facto de, sistematicamente, se ficar apenas por tapar buracos fragiliza os pavimentos sempre que se verificam condições meteorológicas adversas».

«Tapar buracos não resolve. Cada vez há mais buracos na cidade», afirmou.

O vereador referiu, ainda, que até hoje foi gasto metade dos 4,9 milhões de euros disponíveis no orçamento para 2014 na rubrica «Manutenção e Conservação de Pavimentos», afirmando que, se isso se verificou na época menos propícia a fazer as obras, «isto faz antecipar o pior».

António Prôa lamentou que a câmara opte apenas por ir tapando buracos e acusou a autarquia de «incapacidade para resolver este problema, falta de vontade, de recursos e de capacidade de concretização».

Do lado do executivo, o vereador das Obras, Jorge Máximo, fez saber que está a preparar um plano de repavimentação, que será apresentado no final de junho.

«Estamos a falar de uma cidade que tem cerca de 1.800 quilómetros de pavimento, uma cidade velha, a estratégia passa por criamos um plano de repavimentação. Até 30 junho apresentarei esse plano», disse o vereador, adiantando que está a identificar com todas as Juntas de Freguesia as ruas com as situações mais graves.

Por seu turno, o vereador Duarte Cordeiro, responsável pela pasta Estruturas de Proximidade, admitiu que esta é uma matéria «difícil de resolver de vez» e assegurou que «não é pretensão do executivo procurar com tapa buracos encontrar respostas estruturais» para o problema.

Duarte Cordeiro fez ainda saber que, nos três primeiros meses do ano, a câmara investiu meio milhão de euros em «tapa buracos» e respondeu a cerca de 665 ocorrências.