Portugal está a trabalhar, a fazer o que deve fazer, para responder a eventuais atos terroristas, nomeadamente no que toca ao autoproclamado Estado Islâmico, garante o ministro  da Administração Interna.

«Estamos a fazer o trabalho que devemos fazer, com discrição», assegurou esta sexta-feira Miguel Macedo, citado pela Lusa.

O governante quis ainda realçar o trabalho conjunto entre todas as forças e serviços de informação e segurança em Portugal, bem como a «fortíssima cooperação» com outros países amigos. De que modo? Através da partilha de informações «relevantes» para acompanhar, «com detalhe», o que vai acontecendo.

O ministro disse ainda que aguarda que seja verificado que, do ponto de vista legal, Portugal tem «todas as condições para reagir em tempo a situações que possam ocorrer nesse domínio». Assim, o país não está «dispensado» dos cuidados sobre a matéria, porque corre os mesmos riscos de outros países.

Macedo não é o único ministro a pronunciar-se sobre o combate ao extremismo de grupos como o Estado Islâmico. Também o ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, que esteve ontem na 69º Assembleia-geral das Nações Unidas (ONU), defendeu que esse combate deve ser feito com a cooperação dos países islâmicos, mas também dos respetivos líderes religiosos.

«É muito importante ter a colaboração dos países muçulmanos e dos muçulmanos em geral, das autoridades religiosas, para desautorizar, para as pessoas perceberem que esta ação do Estado Islâmico é profundamente ilegítima mesmo numa perspetiva religiosa», disse, em entrevista concedida à Rádio ONU, em Nova Iorque.

Ainda há três dias, soube-se que foi travado um alegado ataque iminente de um grupo ligado à al-Qaeda, que estaria a ultimar os preparativos para uma ofensiva nos EUA ou mesmo na Europa.