O líder parlamentar do PSD afirmou, esta quarta-feira, que «o país está melhor», que a maioria e a coligação governativa estão coesas e estáveis, contrapondo que a oposição está «muito frágil nas ideias» nas alternativas e na estabilidade.

«Este que é o primeiro debate do estado da Nação pós-troika, é caso para concluir que o país está melhor, as pessoas começam a sentir mais futuro e mais esperança. A maioria e o Governo estão firmes e coesos e virados para o futuro. A oposição está frágil e cada um dos seus partidos, à sua maneira, cada vez mais virados para o passado», declarou.

O líder parlamentar do PSD disse que o debate sobre o estado da Nação, o primeiro depois de encerrado o programa de ajustamento financeiro, é o momento para avaliar o estado do país, da maioria e da oposição, considerando «significativo» que a coligação PSD/CDS-PP se apresentem «coesos e como referencial de estabilidade» apesar de «tensões» ultrapassadas perante a necessidade de «fazer prevalecer o interesse de Portugal».

Pelo contrário, continuou, a «oposição está muito frágil nas ideias, nas alternativas e também na estabilidade», com o PCP e o BE «desfasados no tempo» e o PS em «ziguezague quer no discurso quer em termos de liderança política interna».

Para Luís Montenegro, independentemente de quem vier a ser o próximo secretário-geral do PS, «nos últimos três anos, o PS não ajudou nada os portugueses a ultrapassarem a situação difícil do país».

«Não ajudaram no cumprimento do memorando que subscreveram, quando andaram a assustar as pessoas com previsões alarmistas», criticou, acusando o PS de «não ter coragem» para esclarecer se «defende a reestruturação da dívida» e em que termos, e se está disponível para a reforma do Estado.

«Como faz descer o défice que é um objetivo coletivo? Como cumprimos o tratado orçamental? Esta é a grande fragilidade do PS independentemente da liderança do Partido Socialista», defendeu o deputado social-democrata.

Luís Montenegro afirmou que a maioria está «firme na convicção» de que o país está em condições de entrar num «ciclo de crescimento», frisando que apesar de o número de desempregados ser muito elevado, a taxa de desemprego mantém a tendência de descida há 16 meses consecutivos.

Uma «situação financeira controlada», uma «recuperação do investimento privado depois de 12 anos» e um «excedente comercial que não conhecia há 79 anos» são sinais que permitem ver um «horizonte de esperança», sustentou.

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