«Acho, no mínimo, extraordinário que a direção do Partido Socialista, a três ou quatro dias do fim da campanha, não tenha dirigido nenhum convite ao Dr. Soares para participar na campanha», disse Constança Cunha e Sá, no seu comentário de terça-feira, na TVI24, em que fez a análise do como está a decorrer a campanha eleitoral para as Europeias.

«Mário Soares fez mais sozinho pela oposição do que o Partido Socialista todo junto nestes nestes três anos», defendeu, para chegar a conclusão de que esta situação «mostra um Partido Socialista que ainda não é poder e que já tem todos os vícios do poder, da arrogância e da falta de tolerância em relação a opiniões diferentes».

«Os partidos estão fechados sobre si próprios».

Constança Cunha e Sá reforçou a sua opinião. A pergunta feita a Assis para saber se Soares participaria na campanha «merecia uma resposta óbvia: tem de ser convidado», isto depois de José Sócrates já ter aparecido em ações ao lado do candidato socialista.

Mas, a presença de Sócrates ou outras figuras do PS na campanha não mostram um partdo mais unido, considerou a comentadora porque a «presença de Sócrates também não foi propriamente pacífica».

Ora, e «os partidos da Direita aproveitam e faz sentido», uma vez que o PS «não teve um discurso nem de defesa, nem de rutura» com os governos de Sócrates. Mas, Seguro «para variar, como mostra nesta campanha e como tem mostrado ao longo da sua liderança, prefere sempre as meias-tintas e não se comprometer com coisa nenhuma».

Veja aqui o comentário na íntegra.