Quatro anos depois de ter assumido o Ministério da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues continua a defender as suas medidas. Em entrevista ao «Jornal de Notícias», falou da luta dos sindicatos e como pode ser prejudicial para os alunos.

A questão foi levantada pelo próprio jornalista, que aponta para uma certa «pressão sobre os pais dos alunos relativamente ao final de ano lectivo», referindo-se a possíveis greves na altura das avaliações. «O argumento faz chantagem sobre os pais e não é legítimo sobre esse ponto de vista», frisou a ministra, considerando que «a entrega dos objectivos individuais é um dever» e «sem objectivos não há processo de avaliação».

Ainda assim, para Maria de Lurdes Rodrigues o processo de avaliação ainda poderá ainda não estar na sua versão final: «Nós temos um compromisso com os sindicatos de análise do modelo para uma eventual revisão. Encomendámos pareceres à OCDE e o Conselho Científico para a Avaliação de Professores está a fazer o acompanhamento que lhe compete. Dentro de um a dois meses, espero ter reunida toda a informação que permita ao ME apresentar uma proposta».

A ministra da Educação também falou do tão famoso computador «Magalhães», que continua a dar que falar. «Estamos a fazer um esforço monumental para que todos sejam entregues até à Páscoa. Não tenho a certeza agora devido a este problema surgido com os erros de Português. O nível da ansiedade dos alunos também cresceu muito», admitiu.