O secretário-geral da Juventude Socialista considerou este sábado que o Governo da maioria PSD/CDS-PP tem a ideologia de «fundamentalismo de direita ultraliberal», questionando sobre se o próprio executivo não devia ser «declarado inconstitucional».

«Este Governo procura na Constituição da República Portuguesa um bode-expiatório para a sua incompetência. É lamentável que o documento que constitui o denominador comum que devia unir todos os portugueses em torno do desenvolvimento do país seja desprezado pelo fundamentalismo de uma direita ultraliberal que tem em marcha um projeto de alienação do Estado Social e dos mais básicos direitos dos cidadãos. Quantos chumbos serão necessários para o Governo ser declarado inconstitucional?», afirmou João Torres, em comunicado.

A reunião do secretariado nacional daquela organização partidária juvenil terá sido dominada pela temática do novo chumbo constitucional de um diploma do executivo liderado por Passos Coelho e Paulo Portas, desta feita sobre a convergência das pensões.

Segundo a JS, as políticas educativas do Governo estiveram também em debate e o ministro responsável, Nuno Crato, foi acusado de «deixar a Educação num estado comatoso».

«As políticas educativas desta governação são a ponta do icebergue de todo um projeto de privatização das funções sociais do Estado», refere também o líder da JS, no texto.