Rui Rio considera que a reputação internacional do país está «num dos pontos mais baixos» e defende ser necessária uma «reforma do regime» que dê mais credibilidade e força ao poder político.
 

«Estamos num dos pontos mais baixos dessa reputação internacional. Ninguém pode olhar para este país, pelas mais diversas circunstâncias, e considerar que a reputação está no auge. Aquilo que tem acontecido em Portugal nos últimos anos, nos últimos meses, semanas e dias, tudo somado não pode dar uma boa imagem de Portugal no estrangeiro».

 
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Para o ex-autarca do Porto, que falou num debate sobre a reforma do IRS e da fiscalidade verde a decorrer nesta cidade, o atual regime político «tem fim» e a sociedade portuguesa deve «arranjar formas» de o revitalizar, «sob pena de a democracia se perder para sempre».
 

«O que temos que fazer é uma reforma no regime que dê ao poder político a credibilidade e a força necessárias para poder impor o seu programa, (…) defender o interesse público e não sucumbir ou não ficar impotente perante interesses corporativos ou setoriais que hoje têm uma dimensão enorme e que acabam por conduzir o país para uma situação destas. Estamos a eleger uns atores que não são mais do que isso. O verdadeiro poder não está naqueles que elegemos».

 
Rio defendeu que a atual crise económica «é filha da crise política» e enumerou erros cometidos pelos sucessivos governos, garantindo que não é possível uma redução da dívida sem preparar orçamentos «com pequenos superávites».
 

«Isto que eu digo, percebo que algumas pessoas possam interpretar como quase campanha para qualquer coisa, mas (…) eu venho a dizer isto há pelo menos 15 anos (…), quando muito andava em campanha para deputado».