A coordenadora nacional do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, disse este domingo haver «uma aliança de dois falhados» que procura apresentar como «um sucesso» o Plano de Assistência a Portugal, referindo-se a Passos Coelho e Durão Barroso.

«Há neste momento uma aliança entre um primeiro-ministro falhado em Portugal e um presidente da Comissão Europeia falhado a nível da União Europeia e esta aliança de dois falhados, que tanta destruição provoca no nosso país, tem feito os maiores malabarismos para tentar inventar um sucesso que não existe», declarou numa alusão ao programa de ajustamento de Portugal.

A coordenadora do BE referiu-se ainda às declarações de Pedro Passos Coelho depois de ser reeleito líder do PSD, nas quais alertou que não se deve esperar um «milagre económico» depois da saída da troika, apontando contradições com o parceiro de coligação.

«O CDS fala em milagre, o PSD não gosta da expressão milagre, diz antes que está a correr bem mas que os sacrifícios continuam. De fato, há uma ideia que está a tentar ser instalada pelo PSD e CDS de que está a correr bem em Portugal o programa de ajustamento mas é preciso perguntar para quem está a correr bem», referiu.

A coordenadora nacional do Bloco de Esquerda reiterou ainda que o Presidente da República deve enviar o Orçamento Retificativo para o Tribunal Constitucional e que se o não fizer os bloquistas pedirão a constitucionalidade sucessiva.

«É bom que o Presidente da República não cometa o mesmo erro que cometeu no Orçamento do Estado e que envie, já, para fiscalização preventiva, o Orçamento do Estado retificativo que o que faz é alargar a penalização dos idosos, a penalização de quem trabalhou e descontou toda uma vida fazendo conta que os pensionistas são trocos que o Governo pode usar a seu belo prazer», criticou.

Catarina Martins realçou na sua intervenção que «o Presidente da República não pode faltar à fiscalização preventiva» mas que se faltar «tudo será feito na Assembleia da República para juntar, mais uma vez, o número de deputados necessários para pedir a fiscalização sucessiva ao Tribunal Constitucional se o Presidente da República faltar».

Catarina Martins falou também na necessidade de uma convergência politica para derrotar o PSD e 37 anos de poder de Alberto João Jardim.

O coordenador reeleito, Roberto Almada, disse que o partido está «disponível» para uma convergência política que provoque a derrota do jardinismo e do PSD nas eleições legislativas regionais de 2015.