O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, assegurou esta sexta, na tomada de posse dos órgãos da Comissão Distrital de Castelo Branco, que o partido «está bem preparado para os desafios que aí vêm».

«As eleições ainda vêm longe. Aqueles que pensam que ao fim de três anos estamos cansados, estão totalmente enganados. Felizmente escapamos a todas as pragas que nos rogaram», acentuou Passos Coelho, como reporta a Lusa.

O presidente social-democrata sublinhou que tudo o que conseguiu alcançar «foi sem a ajuda da oposição, mas com o empenhamento dos portugueses».

Pedro Passos Coelho falava em Castelo Branco, durante a tomada de posse dos órgãos da Comissão Política Distrital do PSD de Castelo Branco.

O social-democrata não poupou o PS, dirigindo algumas críticas à postura assumida pelos socialistas ao longo dos últimos três anos.

«Nunca soubemos o que o PS quis. Quis tudo e não quis nada. Não queria programa cautelar nem resgate», recordou.

Mas, segundo Passos Coelho, «o país não se acomodou na crise, não foi de programa em programa».

«O desemprego não continuou a aumentar, baixou. O investimento tem estado a recuperar devagarinho, mas a recuperar, e nós sabemos que fechamos estes três anos com a consciência de que fizemos o que era preciso fazer», salientou.

O líder do PSD alertou, no entanto, que os avanços alcançados não chegam para que o partido pense que, por essa razão, conquistou o direito a que as pessoas lhe confiem o voto daqui a um ano e que, daqui até lá, não precisa de fazer mais nada.

«Na política, um ano é muito tempo e, para quem está a governar, um ano é um tempo importante», sublinhou.

Passos recordou que nos últimos três anos esteve a ser aplicado o programa de emergência financeira, económica e social.

«Mas estivemos também a lançar reformas importantes para o futuro. Não andamos distraídos», sustentou.

«O que agora precisamos de mostrar é que não precisamos que ninguém nos imponha o que temos que fazer. Nós sabemos o que é preciso fazer. Aqueles que acham que é melhor empatar, não se comprometer, não dizer grande coisa, cometem um erro, porque o país não pode ficar parado. O país tem reformas para fazer e nós precisamos de dizer quais são e o que é que é importante fazer», argumentou.

Para o presidente do PSD, este ano é muito importante para mostrar que os últimos três anos, não foram um acaso.

O líder social-democrata reclamou ainda que os êxitos alcançados pelo Governo não se devem às posições do presidente do Banco central Europeu, do Eurogrupo ou da Comissão Europeia, mas às políticas seguidas internamente.

«Foi porque nós decidimos o que era importante fazer, o que era importante para o nosso país», concluiu.