O candidato autárquico a Lisboa Fernando Seara criticou hoje os «dinossauros da política» que «não fizeram absolutamente nada na vida» e se mostram contrários à sua corrida à capital, em virtude da lei de limitação de mandatos.

«Eu sou o atingido e escuto um conjunto de políticos, que há mais tempo estão na política exclusivamente. Acho impressionante que essa gente, que depende para o quotidiano da política, fale sobre os dinossauros autárquicos. Acho espantoso», indignou-se o presidente da Câmara Municipal de Sintra.

Seara, que concorre à autarquia lisboeta pela coligação PSD/CDS-PP/MPT, visitava o canil/gatil municipal e respondia ao facto de começarem agora a ser entregues os recursos dirigidos ao Tribunal Constitucional sobre a elegibilidade de diversos candidatos às eleições de 29 de setembro.

«Eu entrei para a faculdade antes do 25 de Abril e, na altura, se se levasse um papel clandestino era-se despido. Em 2013, ser candidato a uma autarquia, no entendimento da Lei, também se é despido. É a diferença entre alguns que são democratas e outros que são pseudo-democratas. Depois da decisão do TC falarei para alguns "João Semana" que andam para aí», prometeu.

O conhecido sócio do Benfica adiantou que nada o aborrece além das derrotas dos «encarnados» e frisou a sua repulsa pelos «dinossauros da classe política, que nalguns casos não fizeram absolutamente nada na vida a não ser exercer sucessivamente cargos políticos, sejam ou não executivos».

Sobre a agora designada Casa dos Animais de Lisboa, o ainda edil de Sintra congratulou-se, ironicamente, com o facto de a «empreitada» estar «muito acelerada nas últimas semanas», adivinhando tratar-se de um «sinal de que vai haver eleições».

«Tomei nota das suas reflexões, mas acho que a matéria da estrutura municipal aqui em Lisboa merecia uma clarificação total», limitou-se a afirmar, questionado sobre a recente demissão da Provedora dos Animais da Câmara Municipal de Lisboa, Marta Rebelo, há uma semana, cerca de dois meses depois de ter assumido funções, por considerar que não tinha condições para atuar.

Seara defendeu ainda protocolos e acordos com associações de proteção dos animais, com faculdades, especialmente as que têm cursos de medicina veterinária, e ações de sensibilização para o assunto, louvando o «trabalho meritório» de todos os funcionários da estrutura porque «os animais, hoje em dia, em muitos casos, são a companhia contemporânea».