O CDS-PP teceu fortes críticas à troika, composta pelo Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu, acusando-a de falta de visão desde o início do programa e de ser mais credora que parceira.

Na fase final da audição da ministra das Finanças na Comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública para apresentação da proposta de Orçamento do Estado para 2014, o CDS-PP criticou a postura da troika.

Segundo o deputado João Almeida, «é indiscutível que a troika ao longo do programa foi muito mais credora que parceira» e diz que «esta experiência com a troika foi uma péssima experiência».

O deputado, que já tinha tecido críticas à troika por não ter aceitado a proposta do Governo (dada a conhecer publicamente pelo líder do CDS-PP e vice-primeiro-ministro Paulo Portas) de flexibilizar novamente a meta do défice de 2014, agora de 4% para 4,5%, disse que a troika mostra mais uma vez «muito pouca disponibilidade» para ajudar Portugal a cumprir os seus objetivos.

No final da curta intervenção que fez no final do debate, o deputado deixou ainda uma crítica forte a toda a postura dos credores internacionais desde que o programa começou em 2011: «A falta de visão que a troika teve ao longo de todo o programa teve também agora».