O ministro da Educação e Ciência português encerrou esta segunda-feira o dossiê Escola Portuguesa de Macau (EPM), com o anúncio formal de que a instituição manter-se-á nas atuais instalações e agradeceu os «suplementos» do Executivo de Macau.

«A nossa decisão, que tem a concordância completa do Chefe do Executivo, da Fundação Escola Portuguesa de Macau e da direção da escola, é a de continuarmos neste local. Isso permitirá uma estabilidade muito maior aos professores, às famílias, aos alunos», afirmou Nuno Crato, satisfeito com o facto do «problema que se arrasta há anos» estar dado como resolvido.

A questão da mudança de instalações da EPM, para as quais já foram pensadas várias localizações, quer na península de Macau, quer na ilha da Taipa, tem vindo a ser recorrente nos últimos anos. O último local que havia sido indicado para a construção da nova escola foi o antigo hotel Estoril, junto à Praça do Tap Seac.

Agora, o ministro português anunciou a manutenção da escola no mesmo local, tendo sobretudo em atenção dois aspetos: o da estabilidade do local e dos alunos e professores e o da duração da localização escolhida, explicou o ministro, que falava no final de uma visita ao estabelecimento de ensino, cujos corredores estavam vazios devido às férias letivas.

Nuno Crato constatou, porém, que as atuais instalações, no centro da cidade, «precisam de algumas melhorias» e que «há possibilidade de fazer algumas alterações com vista à modernização da escola e a um serviço mais adequado aos seus alunos», observando que todos os intervenientes estão «interessados», pelo que agora é hora de partir para «uma nova fase».

Contudo, «há um longo caminho a percorrer» que passa por traçar um plano de atividade da escola, que não perturbe as aulas, e que permita, em conjunto com os pais, estudar as «melhorias necessárias», frisou Nuno Crato, indicando não existir qualquer calendário previsto para o arranque das obras.

Um dos atores no processo de renovação da EPM vai ser o Governo de Macau, o qual tem vindo a garantir, aliás, verbas para a escola.

Chefe do Executivo de Macau reitera apoio à Escola Portuguesa

O chefe do Executivo de Macau, Fernando Chui Sai On, reiterou o apoio do Governo à Escola Portuguesa, num encontro com o ministro da Educação e Ciência de Portugal, Nuno Crato.

«O Governo da RAEM [Região Administrativa Especial de Macau] respeita a sua decisão [de manter a Escola Portuguesa nas atuais instalações] e irá cumprir a promessa dando apoio a nível de recursos e meios financeiros tendo sempre em consideração a autonomia da escola», afirmou Fernando Chui Sai On, que recebeu, no palacete de Santa Sancha, Nuno Crato, que deixou esta terça-feira o território após uma breve visita.

Fernando Chui Sai On disse, citado numa nota do seu gabinete, que «atendendo ao desenvolvimento da Escola Portuguesa de Macau, o Governo da RAEM irá continuar a auxiliar no aperfeiçoamento das instalações, na garantia da qualidade pedagógica do mesmo modo que manterá a comunicação com a Escola através do secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Cheong U».