“Outra coisa que é inadmissível é a forma como tem sido transformada as dívidas fiscais em encargos de outra natureza. Por exemplo, as dívidas das pessoas que passam sem pagar uma portagem de autoestrada. Claro que estamos obrigados a pagar, mas é inaceitável que se utilize o mecanismo das dívidas fiscais, que são dívidas ao país para cobrar dívidas que são dívidas privadas a uma empresa, ainda que a uma empresa concessionária. Nós não podemos usar e abusar das execuções fiscais para cobrar dívidas que não têm natureza fiscal”, disse.



"A situação da Via do infante é objetivamente absurda. Porque sabemos bem que N125 é um cemitério, impraticável, não é alternativa, não é razoável. Nós sabemos bem que não regiões de fronteira o regime que foi inventado para cobrar portagens nas SCUT, é um tal calvário para os estrangeiros que dificulta muito as relações transfronteiriças”, disse, admitindo, que o facto da decisão ter sido tomada num governo PS não o isenta de erros e que o próximo Governo tem de encontrar algumas soluções.

“Nem um governo do PS é isento de cometer erros, nós temos que encontrar algumas soluções”, disse admitindo também que há “injustiça” em algumas autoestradas do interior.