O Presidente da República, Cavaco Silva, afirmou-se hoje “bastante confiante” com o futuro de Portugal, por notar que existe “um novo clima” no país e “uma vontade de aproveitar recursos, criar emprego e atrair investimento”.

As “visitas que tenho feito pelo país, levam-me a estar bastante confiante quanto ao futuro do nosso país”, disse o chefe de Estado, num discurso na sessão de boas vindas da câmara de Monforte (Portalegre), que decorreu numa unidade hoteleira do concelho.

Aníbal Cavaco Silva realçou que, pelos contactos que tem tido “com empresários, organizações da sociedade civil e autarcas”, nota a existência de “um novo clima” e “uma vontade de aproveitar os recursos, criar emprego, atrair investimento do estrangeiro e de outras partes do país e fortalecer a base produtiva dos concelhos”.

O Presidente da República reconheceu que o país atravessou “um período difícil”, mas assinalou que “o povo português teve um comportamento responsável”, que até “é objeto de admiração no estrangeiro”.

Já depois de visitar duas empresas, uma de produção de queijo e outra da área das sementes, pastagens e forragens, Cavaco Silva referiu que, nas suas visitas, tem privilegiado “os contactos com as empresas e menos as visitas ao salão nobre” dos municípios.

O chefe de Estado explicou essa sua opção por considerar que “são as empresas que criam emprego, exportam, inovam, investem e dão um contributo para o desenvolvimento geral” do país.

Salientando que “40 por cento” do programa operacional regional Alentejo 2020 são encaminhados para a competitividade, inovação e internacionalização das empresas, o Presidente da República defendeu que esta é “uma oportunidade que o interior do país não pode desperdiçar” e “a forma mais eficaz de reduzir os problemas”.

“É pelas empresas, empresários e trabalhadores dessas empresas que conseguiremos criar oportunidades de emprego para que os mais jovens se fixem, atrair novos investimentos e aproveitar os produtos locais, por forma a atenuar as assimetrias de desenvolvimento entre as diferentes partes do país”, destacou.

Cavaco Silva manifestou-se “confiante” sobre a capacidade de utilização dos fundos comunitários por parte dos autarcas e dos empresários portugueses, observando que, neste aspeto, “aconteceu uma viragem muito grande nos últimos anos” na atitude dos presidentes de câmara do país.

“Durante muito tempo, e compreende-se, a sua atenção estava voltada para as infraestruturas básicas, mas, agora, compreenderam, e bem, que havia que prestar atenção prioritária ao fortalecimento produtivo dos concelhos”, disse.

O chefe de Estado frisou que “o que cada um faz no seu concelho pode contar pouco em termos globais”, mas se for considerado “o conjunto de mais de 300 câmaras, representa muito” e “é um contributo da maior importância para o desenvolvimento económico e social” do país.