O PS pretende fazer na quinta-feira, na Assembleia da República, um balanço sobre as consequências da política do Governo na esfera laboral, sustentando que bateu ‘records' na destruição de emprego e esmagou os salários dos trabalhadores.

Para a véspera do 1.º de Maio, dia do trabalhador, o PS agendou um debate de urgência na Assembleia da República sobre a situação laboral e o desemprego em Portugal.

"Queremos fazer a avaliação do ciclo político desta governação que termina. Não deixaremos de refletir sobre a dimensão do desemprego, mas não pouparemos o atual Governo, no fim do seu ciclo, a uma avaliação sobre a sua ação de destruição do emprego nos últimos anos", advertiu o coordenador da bancada do PS para as questões do trabalho.


Nuno Sá adiantou que a avaliação feita pelos socialistas ao atual ciclo de Governo em matéria laboral "é medíocre".

"Os números e os factos falam por si. Portugal apresenta um desemprego estrutural ‘record', tendo atingido mesmo níveis nunca antes conhecidos, mas a isto ainda se juntam milhares de desencorajados, milhares de portugueses que estão neste momento ocupados (e que por essa via não contam para as estatísticas de desemprego), assim como uma emigração que só tem paralelo com a década de 60", referiu o deputado socialista.


Nuno Sá advogou ainda que na presente legislatura "foram destruídos 264 mil postos de trabalho - uma destruição de empregos absolutamente ‘record', em paralelo com um esmagamento do valor dos salários em resultado das políticas do PSD e do CDS".

"Todos os dias chegam ao PS casos de quadros qualificados, grande parte deles jovens, que têm salários de 500 euros", acrescentou.