O cabeça de lista da Aliança Portugal considera que a decisão da CNE introduz «serenidade» na campanha, esperando que termine com os «casos e casinhos» levantados pelo PS, que pode agora apresentar a sua agenda para o crescimento e emprego.

«Acho que é uma decisão que introduz alguma serenidade na campanha e que, para além do mais, termina com a campanha, espero eu, de casos e casinhos, a que se dedicou o PS e outros partidos da esquerda», disse esta terça-feira Paulo Rangel aos jornalistas, durante uma visita a uma fábrica de moldes e plásticos na Marinha Grande, com o primeiro candidato do CDS-PP, Nuno Melo.

A decisão «permite no fundo e é esse o desafio que fazemos agora, que se debatam questões substantivas, nomeadamente que o PS diga qual é a sua agenda para o crescimento e para o emprego», declarou.

A CNE decidiu, por maioria, não haver «violação dos deveres de neutralidade e imparcialidade» do Governo na realização de um Conselho de Ministros extraordinário no sábado, no decorrer da campanha eleitoral, para apresentar um documento de estratégia de médio prazo.

Já o cabeça de lista do PS, Francisco Assis, disse que não vai transformar as decisões da Comissão Nacional de Eleições (CNE) em «casos» da campanha, reclamando que se debata a «substância» das ideias políticas.

«A CNE tomou a decisão que entendeu por bem tomar, nós naturalmente que respeitamos as decisões institucionalmente tomadas. Não vamos fazer deste caso nenhum caso de campanha eleitoral. O importante é que nos concentre na substância das coisas. Temos de discutir a Europa, o nosso país», disse Francisco Assis aos jornalistas à margem de uma iniciativa em Meda.