Para mostrar “o país invisível”, a candidata presidencial apoiada pelo BE, Marisa Matias, aposta numa campanha pelos bons exemplos castigados pela austeridade, contando com Pablo Iglesias, do Podemos, num megacomício em Lisboa, e inovando numa noite eleitoral no Porto.

Depois de uma pré-campanha durante a qual, até aos debates, Marisa Matias percorreu todos os distritos do país e viajou cerca de 9300 quilómetros, a campanha para as presidenciais da candidata apoiada pelo BE vai manter a mesma estrutura, apostando nestes últimos 15 dias nos distritos mais populosos: Lisboa, Coimbra, Braga, Aveiro, Setúbal, Porto, Faro, Leiria, Santarém e Madeira.

Em declarações à agência Lusa, o diretor de campanha, Fabian Figueiredo, explicou que o objetivo da caravana de Marisa Matias passa pelo “contacto direto com as cidadãs e cidadãos para lhes dar voz”, mostrando “o país invisível” e visitando “exemplos do que se faz tão bem em Portugal no Estado Social e que tem sido severamente castigado pela austeridade”.

Um dos momentos centrais da campanha vai ser um megacomício da candidatura de Marisa Matias no dia 16 de janeiro, sábado, no Cinema São Jorge, em Lisboa, que vai contar com a presença do secretário-geral do partido espanhol Podemos, Pablo Iglesias, momento para o qual estão convidados todos os militantes do BE do país.

Com três a quatro iniciativas por dia – visitas a instituições, hospitais, estabelecimentos de ensino, arruadas, viagens em transportes públicos, sessões públicas, entre as quais jantares e comícios - a volta ao país da candidata na campanha oficial começa na Madeira, a dia 10 de janeiro, e termina em Coimbra, distrito natal da eurodeputada bloquista.

Um dos destaques desta campanha para as eleições presidenciais de 24 de janeiro é o facto de a noite eleitoral não ser em Lisboa, como é tradicional nos vários sufrágios, e estar marcada para o Porto, sendo a Alfândega do Porto o quartel-general onde Marisa Matias vai aguardar e reagir aos resultados.

À pergunta do porquê a escolha da cidade invicta, Fabian Figueiredo devolveu com outra questão: “Porque não o Porto?”, explicando que haverá momentos centrais dispersos pelo país uma vez que a candidatura quer dar igual importância a todo o território.

A porta-voz do BE, Catarina Martins - que segundo o diretor de campanha já tem estado presente na pré-campanha - vai aparecer em diferentes momentos desta reta final da corrida a Belém, assim como os bloquistas Mariana Mortágua, Francisco Louçã, Fernando Rosas, Pedro Filipe Soares e José Manuel Pureza.